domingo, 22 de novembro de 2009
FENAFRO 2009
http://www.youtube.com/watch?v=1RskJ3G0kn0
Infelizmente a participação do público foi muito pequena, e o alarmante é que 90% era de pessoas brancas.
Uma iniciativa que se propõem a promover a Cultura, atrelado com políticas afirmativas a respeito da questão racial, e que tem tão pouca participação popular, sinaliza que o debate a sobre cultura, racismo entre outros, deve ser aprofundado cada vez mais.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Aécio Neves
Óbvio que nesta festa deveriam estar presentes inúmeros "fanfarrões" da imprensa brasileira. Mas porque esta notícia não foi manchete de todos os jornais na segunda feira ? Simples, a imprensa brasileira acoberta as "merdas" feitas pelos tucanos, seja em suas vidas políticas, seja em suas vidas pessoais. É flagrante como a nossa mídia é tendenciosa a favor das elites brasileiras.
Ao proferir o tapa, Aécio deve ter esquecido que inventaram Twitter, orkut, blogs, etc, etc., e que estes podem noticiar seus escorregões. Ah, e sem que nenhum jornalista seja demitido, como é prática da família Neves.
Já Juca Kfouri no blog do rovai diz que inclusive o vício de drogas do governador deveria aparecer na mídia, afim de que esta não cometa o mesmo erro cometido na época de Fernando Collor, quando esta ignorou a via pessoal do então candidato a presidente, nas eleições de 1989.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
ONU condena bloqueio estadunidense contra Cuba

Esmagadora maioria dos países do mundo condenou na Organização das Nações Unidas, o bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, 187 países disseram não ao bloqueio. EUA, Israel e Palau integram a pequena lista de países que votou contra o fim do bloqueio.
Segundo o chanceler cubano, Bruno Rodríguez: “Esse cerco continua sendo uma política absurda que provoca carências e sofrimentos, aparecendo tipificado, na Convenção de Genebra de 1948, como um ato de genocídio inaceitável eticamente”
Texto completo:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16215
Juventudes partidárias querem unidade e participação no projeto político nacional
As Juventudes Partidárias JPT, JSPDT, JSB, UJS, JPL, JPMDB realizaram na terça (27) e na quarta-feira (28) de outubro em Brasília, o seminário “Juventude e o Projeto Nacional”.
No encerramento do evento foi apresentada a declaração final do encontro, que segue abaixo, na íntegra:
Há pouco tempo atrás, qualquer turbulência lá fora quebrava a economia aqui dentro e a resposta era pedir mais um empréstimo nos fundos internacionais de “pires nas mãos”. Há pouco tempo atrás, o país se ajoelhava diante dos grandes e seguia fielmente suas orientações. Exercer nossa soberania parecia coisa pra inglês ver. Pensar no Estado como indutor do desenvolvimento econômico e social era considerado coisa do passado. Agora está mais que comprovado que tudo isto é a chave para a construção de um futuro melhor. Há pouco tempo atrás era improvável que um governo olhasse para a juventude como sujeito de direitos e agentes da transformação, ao invés de problema a ser resolvido, e criasse um Conselho e uma Secretaria Nacional de Juventude. Hoje é possível falar não apenas nas melhorias concretas na vida dos jovens brasileiros, mas seu papel e envolvimento na construção de um projeto soberano e sustentável de desenvolvimento do país.
Sendo assim, o projeto nacional deve considerar os jovens como os brasileiros mais afetados pelos problemas sociais do país. O desemprego, a precariedade da ocupação profissional, a dificuldade de acesso à renda, os baixos níveis de escolaridade, a violência, acabam sendo um grande obstáculo ao desenvolvimento integral da juventude. O número de jovens aumentou significativamente e, hoje, os brasileiros de 15 a 29 anos somam 50,5 milhões – o que representa cerca de 26% da população. Como conseqüência disso, e aliado ao crescimento da organização da juventude, o tema adquiriu visibilidade crescente nos últimos anos no Brasil.
As ações desenvolvidas pelo Governo Lula como a criação das novas universidades federais e a expansão das já existentes pelo Reuni, o Prouni, que já incluiu mais de 500 mil jovens no ensino superior, a ampliação das escolas técnicas, a geração de muitos postos de trabalho, Pontos de Cultura, ProJovem, entre outros, são iniciativas fundamentais de inclusão da juventude brasileira que já vem dando resultados.
Entretanto, ainda temos desafios. Um próximo mandato do campo nacional, popular e democrático precisa aprofundar os avanços conquistados pela juventude levando em consideração a articulação do poder público e da sociedade civil, incorporando definitivamente as políticas de juventude na agenda nacional e repercutindo essa ação para as esferas estaduais e municipais.
Para isso, será necessário um conjunto de ações.
Em primeiro lugar, consolidar as políticas de juventude como política de Estado, através da aprovação dos marcos legais da juventude brasileira: o projeto de emenda que inclui o termo juventude na Constituição Federal, o Plano Nacional de Juventude que prioriza um conjunto de metas e objetivos a serem seguidos pelo país, e o Estatuto da Juventude, que garantirá os direitos da juventude brasileira.
Além disso, será preciso dar um salto na escala de atendimento dos programas federais, implementando programas mais abrangentes e mais capilarizados pelo território nacional e intensificando as ações de integração com as políticas universais e estruturais. Considerando, também, a centralidade de algumas questões prioritárias para os jovens, como o direito ao trabalho, educação, cultura e segurança.
É necessário conectar as conquistas da juventude com as possibilidades estratégicas que o país vem construindo. Além do marco legal, precisamos consolidar um novo período de desenvolvimento nacional apontando para o investimento e envolvimento participativo da juventude. Os temas da agenda estratégica do Brasil devem considerar a questão geracional e a sustentabilidade. Sendo assim, não podemos pensar o PAC sem considerar a oportunidade de garantir os direitos da juventude. E também, não podemos abrir mão que o petróleo do Pré-Sal, patrimônio do povo brasileiro, seja de fato propriedade pública investida nos jovens e nas crianças. Para isso, a garantia da Petrobrás como sua operadora e exploradora exclusiva, e a definição de um fundo soberano que destine 50% dos seus recursos no investimento a educação é fundamental.
A realização deste seminário pelas juventudes do PT, PCdoB, PDT, PSB, PPL e PMDB demonstra o esforço de elaboração coletiva de uma contribuição programática sobre o tema da juventude. Trabalhamos por um programa de políticas públicas que consolide o que já conquistamos e aprofunde a inclusão da juventude brasileira. Será fundamental dar continuidade a esta iniciativa, desencadeando ações nos estados e municípios e constituindo uma agenda política para o próximo período.
Não queremos retroceder nas nossas conquistas! O que está em jogo agora é o futuro do Brasil. Foi justamente o projeto entreguista, privatista, latifundiário e excludente que aprofundou as mazelas da juventude, entregou 132 empresas estatais, criou o maior desemprego da história de nosso país. Portanto, precisamos avançar com o projeto nacional, democrático, soberano e sustentável.
Muita gente que ver o Brasil dar certo. Hoje, nosso povo tem mais esperança e acredita na possibilidade de mudar sua realidade e a das gerações futuras. Em 2010 ele será chamado para dizer qual rumo quer para o país. Quem teve a ousadia de criar e gerir uma política nacional para a juventude é quem tem condições de inserir este segmento no desenvolvimento do país.
Agora, está dado o desafio de garantir unidade e o aprofundamento dessa política, durante e após o processo eleitoral de 2010. Agregar de forma definitiva o tema juventude na agenda do projeto de país que queremos deve ser o legado a ser deixado às próximas gerações.
As juventudes partidárias deste campo reafirmam a necessidade de fortalecer a sua unidade, uma agenda e plataforma comum nas políticas de juventude, assumindo a luta para consolidar o modelo de desenvolvimento com inclusão, distribuição de renda e soberania.
Brasília, 28 de outubro de 2009
Juventude Pátria Livre, Juventude do Partido dos Trabalhadores, União da Juventude Socialista, Juventude Socialista – PDT, Juventude Socialista Brasileira e Juventude do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Collor é escritor

O ex-presidente da república Fernando Collor, foi eleito imortal da Acadêmia Alagoana de Letras, o interessante, é que Collor não tem nenhum livro publicado, mesmo assim, passa a ter seu nome ao lado de escritores alagoanos, como por exemplo Graciliano Ramos, autor de "Vidas Secas", clássico da literatura brasileira.
Além de sinismo, é possível classificar de outra forma é essa controversa eleição?
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Nanotecnologia
A nanotecnologia é a área da ciência que se destina a desenvolver produtos e ferramentas tecnológicas usando dispositivos de tamanhos nanométricos. Um nanômetro é a distância equivalente ao espaço de um metro, dividido por um bilhão. Quando materiais são reduzidos a dimensões nanométricas, eles tendem a apresentar propriedades químicas e físicas inteiramente novas e interessantes.
A perspectiva de se explorar estas propriedades tem levado universidades, governos e empresas no mundo inteiro a investir intensamente em pesquisas nas chamadas áreas de nanociência e nanotecnologia .
Em 1959, em uma palestra no Instituto de Tecnologia da Califórnia, Richard Feynman sugeriu que, em um futuro não muito distante, os engenheiros poderiam pegar átomos e colocá-los onde bem entendessem desde que, é claro, não fossem violadas as leis da natureza. Esta palestra, intitulada "Há muito espaço lá embaixo" é, hoje, tomada como o ponto inicial da nanotecnologia .
Hoje, as palavras de Feynman, cada vez mais, tornam–se possíveis, com o desenvolvimento de super microscópios, e o avanço da ciência, a manipulação a nível nanométrico é uma realidade.
Atualmente, materiais nanométricos vêm sendo testados como novos biocompósitos para engenharia de tecidos, suporte para crescimento celular, carreadores de drogas para o meio intercelular, e no tratamento de câncer .
Pelo fato dos nanomateriais possuírem uma grande variedade de características, é esperado que estes causem um grande impacto em nosso cotidiano, nas próximas gerações. A nanociência proporcionaria equipamentos mais econômicos e menores.
Através da nanotecnologia, é possível que a energia solar seja mais bem aproveitada como fonte de energia ou para a produção de combustíveis, como o H2 por hidrólise da água. Certamente essa pode ter grande impacto na vida das pessoas e pode ajudar a criar formas de se desenvolver tecnologicamente em harmonia com o meio ambiente e a vida natural .
No ramo da química, o uso crescente de de óxidos condutores em diferentes aplicações, despertou o interesse de muitos pesquisadores em obter materiais mais baratos, estáveis e de baixa toxidade.
Neste contexto, merece destaque, o óxido de zinco (ZnO), esse composto tem sido estudado por cientistas do mundo inteiro, em função de suas possíveis aplicações, tais como, dispositivos óptico-eletronicos, sensores químicos e biosensors, catálise de alto-desempenho proteção contra raios ultravioleta , bionanogneradores, de energia eletrica, entre outras aplicações.
OBS: A imagem é do site da IBM, feita por uma Microscópio de Força Atômica(AFM), mostrando a manipulação de 35 átomos de xenônio, sobre uma superfície de níquel.
domingo, 11 de outubro de 2009
ESCLARECIMENTOS SOBRE AS ACUSAÇÕES CONTRA O MST
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
MST e os pés de laranja
8 de outubro de 2009 Leia, abaixo, a nota divulgada nesta quarta-feira (7/10) Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST A Coordenação Nacional da CPT vem a público para manifestar sua estranheza diante do “requentamento” por toda a grande mídia de um fato ocorrido na segunda feira da semana passada, 28 de setembro, e que foi noticiado naquela ocasião, mas que voltou com maior destaque, uma semana depois, a partir do dia 5 de outubro até hoje. Trata-se do seguinte: no dia 28 de setembro, integrantes do MST ocuparam a Fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do estado de São Paulo. A área faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União. A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos básicos. A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União. As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos. A Cutrale instalou-se há poucos anos, 4 ou 5 mais ou menos. Sabia que as terras eram griladas, mas esperava, porém, que houvesse regularização fundiária a seu favor. As imagens da televisão, feitas de helicóptero, mostram um trator destruindo as plantas. As reações, depois da notícia ser novamente colocada em pauta, vieram inclusive de pessoas do governo, mas, sobretudo, de membros da bancada ruralista que acusam o movimento de criminoso e terrorista. A quem interessa a repetição da notícia, uma semana depois? No mesmo dia da ação dos sem-terra foi entregue aos presidentes do Senado e da Câmara, um Manifesto, assinado por mais de 4.000 pessoas, entre as quais muitas personalidades nacionais e internacionais, declarando seu apoio ao MST, diante da tentativa de instalação de uma CPMI para investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao Movimento. Logo no dia 30, foi lido em plenário o requerimento para sua instalação, que acabou frustrada porque mais de 40 deputados retiraram seu nome e com isso não atingiu o número regimental necessário. A bancada ruralista se enfureceu. A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da Cutrale. A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e ainda conseguem a cobertura do poder público. Algumas perguntam martelam nossa consciência: Por que a imprensa não dá destaque à grilagem da Cutrale? Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que não honram seus compromissos com as instituições financeiras? Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou, nas eleições ao Senado em 2006, o valor de menos de oito reais o hectare de uma área de sua propriedade em Campos Lindos, Tocantins? Por que por um lado, o agronegócio alardeia os ganhos de produtividade no campo, o que é uma realidade, e se opõe com unhas e dentes á atualização dos índices de produtividade? Por que a PEC 438, que propõe o confisco de terras onde for flagrado o trabalho escravo nunca é votada? E por fim, por que o presidente Lula que em agosto prometeu em 15 dias assinar a portaria com os novos índices de produtividade, até agora, mais de um mês e meio depois, não o fez? São perguntas que a Coordenação Nacional da CPT gostaria de ver respondidas. Goiânia, 7 de outubro de 2009 Coordenação Nacional da CPT |