Os dias 21 e 22 de setembro de 2009 serão marcados pelo “Seminário de Educação no Campo” (aberto a toda comunidade) que acontece na Universidade Federal de Viçosa (UFV). O evento busca levantar a discussão da educação no campo e sensibilizar a comunidade acadêmica para a criação de uma Turma Especial de Agronomia para assentados da Reforma Agrária. O curso tem a previsão de duração de cinco anos, e a primeira turma funcionará em caráter experimental.
Uma comissão de oito professores da UFV foi montada em agosto para avaliar o projeto escrito pela Assessoria de Movimentos Sociais da UFV. Em outras experiências ocorridas no território brasileiro, os críticos da iniciativa alegam que a criação de uma turma especial de assentados fere o direito da igualdade de condições para o ingresso no ensino superior. A educadora Maria Clara di Pierro afirma que o Pronera contribui para a democratização da educação no campo, dando oportunidade a muitos que não tinham acesso ao ensino superior. Além disso, vale ressaltar que não se pode tratar de maneira igualitária os desiguais, já que uma pessoa do campo (em muitos casos) não tem acesso à mesma qualidade de ensino encontrada nos centros urbanos. Para reforçar esses argumentos favoráveis, a própria lei de diretrizes de base de 1996 assegura o direito a educação para moradores do campo.
0 cartas:
Postar um comentário